quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Uma viagem libertadora


Tinha um imenso medo de amar
Era grande a vontade, mas não se declarava
Receando não ser correspondido

Assim foi sendo construída aquela muralha
Uma barragem que represava um imenso amor
Mantendo os seus sentimentos nos níveis do comedido

As possantes comportas da razão
Deixavam fluir apenas o suficiente para manter a vazão
Daquele amor avassalador, evitando o transbordamento

Sofria, muito!
Sem ter noção da dimensão do seu sofrimento
Enganava-se dizendo: perde-se “uma”, “outras” virão

O dia chegou e essa “uma” apareceu!
Sorriso meigo, olhar alegre e puro
O coração..., o mais aberto que se possa imaginar

Deixou-se envolver por aquela mulher
E seu coração subitamente deixou-lhe o peito
Viajando por sentimentos jamais vividos

Vivenciou a mais plena felicidade
Libertadora
Condizente com o dia a dia dos corações apaixonados

Agora, já curado do medo de se entregar
Poderá viver de verdade
As delicias do que é realmente amar





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