sábado, 8 de novembro de 2014

Poder, bravatas e fantasias



Um poder capaz de decidir destinos, vidas.
Uma palavra, uma assinatura ou até mesmo um simples gesto basta para sacramentar suas decisões.
Entrava, saía, sem pedir passagem.
Mandava, cumpria-se.
Anos e anos seguidos; mandava, cumpria-se.
Ao seu gosto teatraliza-se simples, singelo e acolhedor.
Ao seu gosto exibe-se “in persona”, sua frieza, seu calculismo implacável e impiedoso.
Estratégias! Mecanismos de rei macabro.
Não um rei de comando, mas de mandos, um pseudo-rei e por esse e demais motivos, exige titulações e honrarias.
Rei real não impõe. É naturalmente entronizado. Não se prende ou se cansa com o peso do cetro, coroa e nem mesmo do pomposo traje real. Utiliza tais apetrechos de honrarias com leveza, diferentemente do falso rei que a ostentação pesa-lhe as ancas.
Assim seguia seus dias, sem traumas ou remorsos.
Não foi posto pois fez-se rei, com poderes de rei.
Não foi deposto e sim, “decomposto”.
A “decomposição” é uma substância poderosa, implacável, porem justa. Não faz discriminações, trata a todos por igual, elemento fatal para este tipo de rei. Nivela-o as pessoas, as coisas e a tudo mais que se decompõe. Coloca-o morto em vida e, do que vale um rei morto?
Que poder tem um rei morto?
Para um falso rei: N e n h u m!
Um rei de “carnaval”, eventual, de fantasia, que necessita manter-se rei. Diferente de um rei real que são imortais pela beleza de sua realeza.
A verdade nua e crua é que esse rei foi “decomposto” e assim, perdeu seu posto.
O rei ficou inerte a ação dessa substância soberana.
Tentou fazer valer daquele seu antigo poder. Em vão!
Ficou impaciente e irritado. Vociferou, desesperou, até que sem forças, usou o último recurso do rei decomposto: “a ilusão”.
Mergulhou em bravatas inglória e nas fantasias de seus dias de nefasto rei de outrora.
Conheço muitos reis postos por legitimidade.
Grandes monarcas, reais reis! Que comandam, agregam e libertam seus súditos com maestria e requinte.
Uns se vestem de batinas ou togas negras, outros de branco da camisa ao sapato, outros de colarinho branco e gravata, outros até com simples macacão cinza e capacete de fibra multicor.         
Mas infelizmente também conheço alguns desses falsos reis, que usam os mesmos trajes para aprisionar e ceifar esperanças de pessoas que apenas desejam ser felizes.



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