sexta-feira, 18 de abril de 2014

A beata


A beata
na boate,
sua alma
perde a calma
e dá-lhe um bote.

Com sede ao pote,
mergulha fundo,
se empolga,
se afoba,
se afoga.

A beata é resistente.
Tenta, tenta, tenta,
resistir em vão a provação.
Agora já sem forças
sucumbe a tentação

A fome é evidente
àquele ser temente.
E o ser tão crente,
 pra si mente,
o seu lado tão carente.

Livre das amarras
cai na farra.
Se esfrega, se entrega,
a farta e presente
refeição tão quente.

Aos sussurros de emoção,
chorando em oração,
agora experimenta,
a tão sonhada:
salvação.



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